“MEDO DE VENCER”

By Leonel Vicente

A imagem que transparece no final deste FC Porto – Benfica.

E, todavia, o jogo até começou de forma animada, com um cariz um pouco como reverso do encontro de Lisboa: o Benfica entrou melhor no jogo, para, cerca dos 20 minutos, o FC Porto conseguir equilibrar; até final da primeira parte, ambas as equipas pareciam ter uma disposição de conquista, jogando o jogo pelo jogo, procurando o golo (a espaços, chegou a pensar-se numa espécie de reedição do recente Benfica – Sporting para a Taça de Portugal).

Na segunda parte, e também numa inversão da partida da primeira volta, foi o FC Porto que surgiu mais dominador, com o Benfica a ir, gradualmente, “desaparecendo” do jogo.

Até que surgiu, com alguma naturalidade, o golo do FC Porto, por intermédio do inevitável McCarthy (embora na sequência de duas oportunidades perdidas pelo Benfica, com Nuno Assis a rematar ao poste e Geovanni isolado, a contornar Vítor Baía, mas a rematar já sem ângulo).

De alguma forma, talvez inesperadamente, o Benfica reagiu bem e fez por merecer o empate, que conseguiria por Geovanni, na sequência de um canto. Faltavam cerca de 10 minutos e, a partir daí, ambas as equipas denotaram o tal “medo de vencer”; ambas tiveram mais uma ou duas oportunidades de golo, mas pareciam já satisfeitas com o empate.

Resultado justo, evidentemente… como justo foi o “empate” da primeira volta.

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