Arquivo de Agosto, 2005

Ã?CONES DO SÉCULO (XXXVII) – 1979 – WILLIAM FAULKNER

Agosto 31, 2005

William Faulkner

Romancista norte-americano, considerado o grande narrador do Sul dos Estados Unidos da América, um dos maiores escritores do século XX, William Faulkner foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1949. Destacaram-se as suas obras: O Som e a Fúria; As I Lay Dying; Absalão, Absalão; Santuário; Desce, Moisés; O Mundo não Perdoa.

CUBO MÃ?GICO PERFEITO (IV)

Agosto 31, 2005

Eis então o desenho do “cubo mágico perfeito�, imaginando a sobreposição de 5 planos horizontais:

1º plano (topo):
1º plano (topo)

2º plano:
2º plano

3º plano (intermédio):
3º plano (intermédio)

4º plano:
4º plano

5º plano (base):
5º plano (base)

Poderá facilmente confirmar-se que (para além das 25 linhas e das 25 colunas…) também as 25 “pilhasâ€? verticais somam (cada uma delas) o total de 315:

Pilha 1: 25 + 91 + 47 + 31+ 121 = 315
Pilha 2: 16 + 77 + 61 + 53 + 108 = 315
Pilha 3: 80 + 71 + 45 + 112 + 7 = 315
Pilha 4: 104 + 6 + 76 + 109 + 20 = 315
Pilha 5: 90 + 70 + 86 + 10 + 59 = 315
…
Pilha 13: 85 + 21 + 63 + 105 + 41 = 315
…
Pilha 25: = 5 + 95 + 79 + 35 + 101 = 315

Ã?CONES DO SÉCULO (XXXVI) – 1979 – PAPA JOÃO PAULO II

Agosto 30, 2005

Papa João Paulo II

CUBO MÃ?GICO PERFEITO (III)

Agosto 30, 2005

As 25 colunas “mágicas�, somando (cada uma delas) 315:

    6     7    10    16    20    25    31    45    47    53    59    61   69   122   100    98   125   115    12    38   107    82    11    43  123    41    96   111   124    42   103    63    89     3    84    68   44    99    74    72    24    66   113    88    32    57    60    93   73    46    35    18    22    67    56    81    40   120   101    50  315   315   315   315   315   315   315   315   315   315   315   315

70 71 76 77 80 86 90 91 104 108 109 112 121 13 117 33 64 4 94 97 52 1 28 87 34 29 23 21 58 118 85 37 75 30 2 15 8 105 51 114 92 83 39 27 19 48 26 102 54 62 9 78 95 14 65 17 119 79 5 116 106 110 49 55 36 315 315 315 315 315 315 315 315 315 315 315 315 315

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PORTUGAL EM CHAMAS

Agosto 30, 2005

Quem teve a oportunidade de, ao longo do mês que agora chega ao fim, viajar pelo país, não pode ter deixado de ficar com a sensação de que “Portugal está a arder�.

O tema tem sido abordado e mediatizado até à exaustão, podendo contribuir, de alguma forma, para a sua banalização, o que teria um efeito precisamente inverso ao pretendido; em vez de se alertar consciências, poderia – caso as repetidas imagens televisivas não tenham sido também observadas “ao vivo� – começar a desenvolver-se um processo de “indiferença�.

Para além do cenário dantesco das chamas com labaredas de altura assustadora, é impossível esquecer o intenso cheiro a queimado, as cores plúmbeas do céu, as faúlhas e carumas que são transportadas pelo vento até muitos quilómetros de distância, o fumo que dificulta a respiração de forma quase asfixiante, a imagem dos bombeiros extenuados e impotentes, a inquietação, temor e estado de permanente alerta de quem se sente ameaçado, com muitas noites mal dormidas.

Ouço a referência a um estudo que aponta que cerca de 20 a 40 % dos incêndios terão origem em acção humana, seja ela dolosa ou negligente.

Ouço também os lamentos dos proprietários de madeira que referem não ter o eucalipto queimado qualquer valor comercial e que o pinheiro será também de escoamento praticamente inviável, dado o “excesso de oferta� de madeira queimada; para além de esta madeira não ter valor, haverá custos com a sua remoção: “é só prejuízo!�.

Não posso deixar de fazer algumas reflexões:

1. Há uma parte dos incêndios que são provocados pelo homem.

2. Se a madeira queimada não tem de facto valor, porquê é que isso acontece (de forma dolosa)? Com que fins?

3. No caso de incêndios provocados por negligência, como é possível que tal possa ocorrer a esta escala, estando as pessoas tão avisadas para os perigos potenciais e para as consequências da incúria? (ou será que não é ainda suficientemente conhecido que, entre 1 de Julho e 30 de Setembro, é estritamente proibido: fazer queimadas, lançar foguetes, fumar em locais densamente arborizados, lançar pontas de cigarro para fora da viatura?)

4. Mas, para além disso, a maior parte dos incêndios será ainda devida às condições climatéricas – seca extrema e temperaturas muito elevadas – associada ao desordenamento florestal. Neste caso, trata-se essencialmente de uma questão de consciência cívica que nos remete para preocupações ambientais de ordem muito mais abrangente, desde a acção do homem no alargar do buraco da camada de ozono, a emissão de gases tóxicos, o aquecimento global do planeta, …

Já é altura de reflectirmos “a sério” (e passar à acção!) sobre isto…

Ã?CONES DO SÉCULO (XXXV) – 1978 – MARIO ANDRETTI

Agosto 29, 2005

Mario Andretti

CUBO MÃ?GICO PERFEITO (II)

Agosto 29, 2005

As 25 linhas “mágicas�, somando (cada uma delas) 315:

 12	 82	 34	 87	100	315 25	 16	 80	104	 90	315 26	 39	 92	 44	114	315 29	 28	122	125	 11	315 30	118	 21	123	 23	315 31	 53	112	109	 10	315 32	 93	 88	 83	 19	315 36	110	 46	 22	101	315 40	 50	 81	 65	 79	315 42	111	 85	  2	 75	315 47	 61	 45	 76	 86	315 51	 15	 41	124	 84	315 52	 64	117	 69	 13	315 56	120	 55	 49	 35	315 66	 72	 27	102	 48	315 67	 18	119	106	  5	315 78	 54	 99	 24	 60	315 89	 68	 63	 58	 37	315 91	 77	 71	  6	 70	315103	  3	105	  8	 96	315107	 43	 38	 33	 94	315113	 57	  9	 62	 74	315115	 98	  4	  1	 97	315116	 17	 14	 73	 95	315121	108	  7	 20	 59	315

“EQUADOR PASSA EM S. TOMÉ E PRÃ?NCIPEâ€?

Agosto 29, 2005

O livro “Equador� foi o tema da primeira entrada deste blogue; foi tal o entusiasmo com que li o romance que, logo aquando da sua publicação, senti um irreprimível impulso a escrever sobre ele, a divulgá-lo, recomendando-o a todos como uma obra imperdível. Miguel Sousa Tavares tem todos os motivos para sentir orgulho do seu trabalho e pretender preservá-lo.

A companhia de teatro “Fatias de Cáâ€? (criada em Tomar em 1979), grupo de grande humildade, onde “todos fazem de tudo”, utilizando de uma forma interactiva o património construído (de que é exemplo o Convento de Cristo) e paisagístico, tem já uma longa história de labor em prol da descentralização de acções culturais, tendo levado à cena, entre muitos outros espectáculos, obras como T de Lempicka, O Nome da Rosa, Rapariga com brinco de pérola, Diálogo das Compensadas, Tempestade, Sonho de uma noite de Verão e A Flauta Mágica, de autores que vão de Karl Valentim a Choderlos de Laclos, passando por Dario Fo, Frati, Gil Vicente, Yourcenar, Shakespeare, Lorca, Mozart.

Desde há meses que o grupo desenvolvia o projecto de levar à cena o romance “Equador�, teatralização da obra de Miguel Sousa Tavares, o que, necessariamente, seria do conhecimento do autor.

Um mês antes da estreia, o autor não permitiu a adaptação teatral do seu romance.

Dado o investimento já realizado, nomeadamente em adereços e guarda-roupa de época, decidiu o grupo criar uma nova história, passada no mesmo local e época – e, obviamente, com uma temática comum à do livro – a que deu o título “EQUADOR passa em S. Tomé e Príncipe�, em cena de 19 de Agosto a 4 de Setembro, às Sextas, Sábados e Domingos, às 19h18, no Parque Ambiental de Constância.

Sendo admirador do trabalho de ambas as partes, não poderia deixar de expressar o meu sincero lamento por esta situação.

É pena que Miguel Sousa Tavares não tenha permitido a adaptação teatral da sua obra; é minha firme convicção que todos teríamos a ganhar com isso: autor, leitores, companhia de teatro e espectadores.

Não terá agido correctamente o “Fatias de Cá�; a adaptação “forçada� a que recorreu não deixará de ser apercebida como uma forma de oportunismo, eventualmente com consequências a nível jurídico, dada a possível alegação de plágio.

Mas tal como considero que o “Fatias de Cá� não tomou a decisão correcta, não posso também concordar com aqueles que, ignorando o percurso da companhia e o seu notável papel ao nível da promoção do desenvolvimento cultural de uma região, pretendam, mesmo que involuntariamente, arrastar o seu nome para a “lama�.

CUBO MÃGICO PERFEITO (I)

Agosto 28, 2005

No regresso de férias e numa altura em que estão tão em voga os passatempos “Su Dokuâ€, será oportuno falar aqui esta semana de um “Cubo Mágicoâ€, em que a “perfeição†foi atingida, dado que não será possível fazer melhor!…

Com base numa regra aritmética simples, a de que a soma dos números integrantes de uma linha, coluna ou diagonal deverá ser constante, desde 1640 que se procurava o “cubo mágico perfeito de ordem 5†(5 casas de altura, de largura e de profundidade, ou seja 125 células, incluindo todos os números, de 1 a 125), o mais pequeno (e portanto, mais difícil!) que é possível concretizar (não é possível construir um cubo de ordem 2 com os números de 1 a 8; os cubos de ordem 3 não são perfeitos; é impossível construir um cubo de ordem 4).

Apenas em 2003 seria descoberta a sua composição perfeita, pelo engenheiro informático Christian Boyer e pelo professor de matemática Walter Trump.

Adicionando-se os 5 números de qualquer uma das 25 linhas, das 25 colunas, das 25 “pilhasâ€, das 4 grandes diagonais ou até mesmo de cada uma das 30 pequenas diagonais presentes nos 15 quadrados paralelos às faces do cubo – ou seja, num total de 109 combinações possíveis… –, o resultado será sempre igual a 315!

O ponto central deste cubo perfeito será naturalmente o número 63 (semi-soma de 1 e 125).

CUBO MÃ?GICO PERFEITO (I)

Agosto 28, 2005

No regresso de férias e numa altura em que estão tão em voga os passatempos “Su Dokuâ€?, será oportuno falar aqui esta semana de um “Cubo Mágicoâ€?, em que a “perfeiçãoâ€? foi atingida, dado que não será possível fazer melhor!…

Com base numa regra aritmética simples, a de que a soma dos números integrantes de uma linha, coluna ou diagonal deverá ser constante, desde 1640 que se procurava o “cubo mágico perfeito de ordem 5� (5 casas de altura, de largura e de profundidade, ou seja 125 células, incluindo todos os números, de 1 a 125), o mais pequeno (e portanto, mais difícil!) que é possível concretizar (não é possível construir um cubo de ordem 2 com os números de 1 a 8; os cubos de ordem 3 não são perfeitos; é impossível construir um cubo de ordem 4).

Apenas em 2003 seria descoberta a sua composição perfeita, pelo engenheiro informático Christian Boyer e pelo professor de matemática Walter Trump.

Adicionando-se os 5 números de qualquer uma das 25 linhas, das 25 colunas, das 25 “pilhas�, das 4 grandes diagonais ou até mesmo de cada uma das 30 pequenas diagonais presentes nos 15 quadrados paralelos às faces do cubo – ou seja, num total de 109 combinações possíveis… –, o resultado será sempre igual a 315!

O ponto central deste cubo perfeito será naturalmente o número 63 (semi-soma de 1 e 125).